quarta-feira, janeiro 03, 2007
UM AMOR PLATONICO
Seus olhos claros que eu até podia jurar serem verdes mas não sei ao certo porque ao fita los me sinto cega daltônica impossibilitada de atinar... As vezes fico a imaginar seu cabelo vermelho, ao menos devia ser, e o contraste com a pele branca alva e macia que ao fechar os olhos posso sentir roçando a minha suavemente como tudo em ti e toda essa calmaria que te cerca ao mesmo tempo que tranqüiliza , suga e encanta com o seu jeito de falar puxando o X mistura de carioca com resquícios de um provável aparelho usado na adolescência...E por algumas vezes uma nuvem de timidez paira sobre você o que te faz ainda mais irresistível quando baixa os olhos e torna a levanta los já totalmente auto confiante porém sem nenhum vestígio de arrogância e ao te observar fico a me perguntar como consegue. As vezes tenho convicção de que não pertence a esse mundo é como um anjo que caiu aqui por engano...Sim sem duvida é anjo ao menos pra mim ouso dizer que os meus dias ainda são ao menos suportáveis pela sua piscadela diária e o sorriso no canto da boca que me lança no encontro tão esperado...As vezes me perco em devaneios tentando compor como seria a nossa vida eu sentado ao pé de ti ouvindo as suas estórias e nesses preciosos minutos toda a sua inteligência de caráter que tanto me fascina seria minha somente minha e faríamos amor pela a noite adentro e depois dormiria aninhada em seus braços...E ao amanhecer olharia em seus olhos claros, que já pouco importaria serem verdes, e veria em seu reflexo uma mulher plenamente feliz...
terça-feira, janeiro 02, 2007
NÃO TE QUERO...
Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Talvez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.
Talvez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.
Pablo Neruda
terça-feira, dezembro 26, 2006
LEMBRANÇAS DE NÓS

Antes duas linhas
Solitárias perdidas
E logo o encontro inevitável
E logo o enlace
União eterna
Não se identificava
O começo de uma
O termino da outra
Laço indestrutível
Nó de homem forte
Quase impossivél soltar
Mas o quase é traiçoeiro
E veio a chuva
E veio o vento
Mais forte que o homem forte
A corda arrebentou
O laço desatou
E tão logo o desatino
Novamente duas linhas
Sem rumo sem destino
Novamente sozinhas
E tentaram inutilmente
Refazer o nó
A chuva o vento cessaram
Mas o homem forte
Já estava ao lado da morte
E restaram somente lembranças
Lembranças de nós
Somente de nós
De nós...
"Se eu puder tocar o céu Alcançar o fim do mar Gaivota me levar Entre as nuvens e o sol Ver nascer um dia bom Feito pra lembrar de nós Oceano a separar Vidas que Ficaram tão sós..."
domingo, dezembro 17, 2006
CARVÃO

Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você
O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você
No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixe aqui e solta a minha mão
E fui flechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Ana Carolina
quarta-feira, dezembro 13, 2006
TARDE OU CEDO DEMAIS

Tarde demais é noite
Ou quem sabe madrugada
Mas madrugada é cedo
Talvez seja cedo demais
O que importa é que é demais
Ou seria de menos?
Menos do que devia
E o que devia foi cobrado?
E quem cobrou não era quem devia dar
E quem deu? Alguém deu?
Ou será que todos cobraram
Se todos cobraram ninguém recebeu
E ficaram com as mãos abertas e vazias
Ou estavam fechadas punhos serrados
Pronto pra bater ou a espera pra se defender
Mas se defender de quem?
De quem ia apanhar e acabou batendo
De quem ia bater e acabou apanhando
E ninguém sabe mais
Nessa confusão todos foram carrascos
E todos foram prisioneiros
Carrasco e prisioneiro do outro
Carrasco e prisioneiro de si mesmo
E agora está escuro
Olhos dilatados tentando acostumar
Acostumar com a ausência de luz
Mas já está tarde pra acostumar
O melhor a fazer é se render e fecha lo
E dormir e sonhar
E quando os olhos se abrirem novamente
Tudo estará as claras
E as feridas estarão cicatrizadas
E já não mais será cedo ou tarde
Mas ainda assim será demais...
sexta-feira, dezembro 08, 2006
COMO SEMPRE O CÉU

Quando era criança eu costumava ficar horas e horas a fio olhando pro céu...Era capaz de deixar as bonecas de lado pra ficar olhando pra ele que sempre me intrigou. Eu não entendia como conseguia ao mesmo tempo estar em todas as partes e em lugar algum
e o melhor se fazer presente e em contra partida intocável...Por inúmeras vezes quis ser como ele...
Há algum tempo eu tinha deixado de lado esse meu fascínio e os meus olhos que viviam a quase saltar se voltaram pra dentro de mim...Mas outro dia ele voltou a me encantar...
Eu estava no onibus rumo a mais um dia de trabalho...Estava um dia feio escuro nada parecido com os costumeiros dias do Rio e eu por que motivo não sei ergui os meus olhos ao céu e ele estava todo encoberto pelas nuvens melhor, praticamente todo. Em algumas partes tinham furos nas nuvens como se o cupido estivesse desistido das flechas e partisse para os canhões, e graças a esses rombos podia ver o céu que estava de um azul realmente celestial...
Para os outros talvez esse fato tenha passado desapercebido mas pra mim que procuro respostas pra tantas coisas foi uma dádiva mandada dos céus, que ouso dizer, especialmente pra mim...Naquele instante o céu como sempre me ensinou muito. Ele me mostrou que as nuvens podem encobrir tudo por um dia uma semana um mês e até mesmo quem sabe por anos não importa lá atrás ele permanecerá o mesmo céu de antes e de sempre esperando pra voltar, ressurgir. E quem já o viu uma vez nunca esquecerá o seu divino azul...
"Passe o tempo que passar um dia as nuvens se dissipam..."
terça-feira, dezembro 05, 2006
JÁ PASSOU DA HORA

Os minutos os dias os meses
Vão passando e se acumulando
E tudo que rompe o silencio
É o ponteiro sinalizando
Tentando me mostrar
Que já passou da hora
Passou da hora de continuar
Esquecer é demais
É pedir demais a esse pobre coração
Mas prosseguir...
Porque eu não quero ser como a louca
A louca do Cais de San Blas
A esperar a esperar pelo seu amor
Um amor que não volta jamais
Não quero que a loucura tome conta de mim
Mas também não desejo que a sanidade
Me torne monótona e cotidiana como os meus
Quero amar mais uma vez
E por quantas vezes forem necessarias
Quero amar de novo um amor novo
Que me arranque o juízo com um sorriso
E quando as noites parecerem longas
Eu quero alguém pra me pegar me agarrar
Me beijar e fazer bagunça nos pensamentos
E dissolver por uma noite lembranças inesquecíveis
Porque já passou da hora
De em novo corpo minha mão passear
De outra boca a minha beijar
De deixar que alguém faça meus olhos brilharem
Novamente e pra sempre...Quem sabe?
Nada mais de fugir
Nada mais de dormir
Nada mais de chorar
Nada mais de implorar
Porque já passou da hora
Da hora de recomeçar
Da hora de abrir as portas
E deixar o amor entrar
E deixar na mão do destino
Que é um senhor brincalhão
Mas que ainda sim tem a sabedoria
Dádiva que só o tempo pode dar
O tempo esse mesmo que grita urra
Pra que eu não mais o deixe se esvair
Pra que eu mande embora essa companheira
Essa tristeza que só me faz penar
Porque já passou da hora
De me libertar...
segunda-feira, dezembro 04, 2006
SOBRETUDO NO NATAL

Arvore de natal montada no mesmo lugar de sempre
No mesmo lugar de toda a minha infancia
Mas eu eu não sou a mesma pequena
O Natal não é o mesmo
Nem Papai Noel é igual ao de antes
Tudo mudou quando ele partiu
Sobretudo no Natal
Quando a sua ausencia está mais presente
A tristeza é inevitavél
Época de Copa jogos na tela da TV
Musicas italiana no radio
Ou na vitrola como voce costumava dizer
Coisas sobre Portugal
O Ano inteiro relembra voce
Mas sobretudo no Natal
Até o ar parece te trazer
Aquele que era pra mim mais que um pai
Que ao me ver chorando de medo
Medo de que o destino me tirasse o chão
Me disse sem pejo:
"Não se preocupe eu sonhei com ela de cabelos brancos
E eles não estão estão nada vai acontecer..."
Aquele que acreditava e me fez acreditar em sonhos
Me corta a saudade sobretudo no Natal
Me lembro dele arrumado antes de todos
A espera do momento de ceiar
A Ceia nunca mais foi a mesma
Na mesa posta tem um lugar a mais
Sempre terei a sensaçao de que está faltando alguém
Alguém que amava mais o Natal do que qualquer outro
Alguém que merecia ser liberado por Deus
Pra todo o sempre viver no Natal
Se pudesse pedir a Noel
Pediria de presente a sua presença
Ao meu lado denovo
Sobretudo no Natal...
quinta-feira, novembro 30, 2006
A ROSA DESFOLHADA

Tento compor o nosso amor
Dentro da tua ausência
Toda a loucura, todo o martírio
De uma paixão imensa
Teu toca-discos, nosso retrato
Um tempo descuidado
Tudo pisado, tudo partido
Tudo no chão jogado
E em cada canto
Teu desencanto
Tua melancolia
Teu triste vulto desesperado
Ante o que eu te dizia
E logo o espanto e logo o insulto
O amor dilacerado
E logo o pranto ante a agonia
Do fato consumado
Silenciosa
Ficou a rosa
No chão despetalada
Que eu com meus dedos tentei a medo
Reconstruir do nada:
O teu perfume, teus doces pêlos
A tua pele amada
Tudo desfeito, tudo perdido
A rosa desfolhada
Vinicius de Moraes
terça-feira, novembro 28, 2006
A TRISTE EXCEÇÃO

Sinto paixão sou apaixonada
Sofri abandono fui abandonada
Tenho vergonha sou envergonhada
Gosto do agito sou agitada
Ando sem camisa sou uma descamisada
Bebo até cair sou bebada
Tenho animo sou animada
Cometo abusos sou abusada
Estudei muito sou estudada
Estou com pressa sou apressada
AMO MAS NÃO SOU AMADA
Oceano
Djavan
Assim que o dia amanheceu lá no mar alto da paixão
dava pra ver o tempo ruir
cadê você? Que solidão!
Esquecera de mim?
Enfim,de tudo o que há na terra não há nada em lugar nenhum
que vá crescer sem você chegar
longe de ti tudo parou
ninguém sabe o que eu sofri
Amar é um deserto e seus temores
vida que vai na sela destas dores
não sabe voltar
me dá teu calor
Vem me fazer feliz porque eu te amo
você deságua em mim e eu oceano
e esqueço que amar é quase uma dor
Só sei viver se for por você!
segunda-feira, outubro 23, 2006
VIVIR SIN AIRE

Cómo quisiera poder vivir sin aire...
Cómo quisiera poder vivir sin agua...
Me encantaría quererte un poco menos.
Cómo quisiera poder vivir sin ti.
Pero no puedo, siento que muero,
me estoy ahogando sin tu amor.
Cómo quisiera poder vivir sin aire.
Cómo quisiera calmar mi aflicción.
Cómo quisiera poder vivir sin agua.
Me encantaría robar tu corazón.
¿Cómo pudiera un pez nadar sin agua?
¿Cómo pudiera un ave volar sin alas?
¿Cómo pudiera la flor crecer sin tierra?
Cómo quisiera poder vivir sin ti.
Pero no puedo, siento que muero,
me estoy ahogando sin tu amor.
Cómo quisiera...
Cómo quisiera lanzarte al olvido.
Cómo quisiera guardarte en un cajón.
Cómo quisiera borrarte de un soplido.
Me encantaría matar esta canción.
Maná
"Como queria voltar a esse tempo que a canção me remete onde tudo era perfeito no qual o "tudo" era pura e simplesmente ficção..."
quinta-feira, outubro 19, 2006
O ENTERRO...
Eu fico imaginando como deve ter sido
E me pergunto porque não me convidou
Mas a verdade é que não existe convite
Não pra essa ocasião
Convidar pra enterro é realmente não existe
Mas você podia ter dividido comigo
Me deixou aqui rezando pela recuperação
De quem já estava morto e enterrado
Quando estou só na escuridão do meu quarto
Fico a imaginar se alguma lágrima correu de seus olhos
Enquanto a terra cobria o melhor de nós o melhor de mim
Me pergunto se houveram flores e se você mesmo as colheu
Ou se aceitou a coroa impessoal da funerária
Fecho os olhos e tento reconstruir o momento
Fico vendo você se afastando
E voltando o rosto pra vê lo mais uma vez
Será que em algum instante houve arrependimento?
Será que pensou que eu devia estar ali?
Teria se descontrolado ao chegar em casa
Ao sentir a sua casa vazia o seu mundo vazio
Teria sentido o seu mundo vazio?
Ou sentiu alivio por se desfazer do excedente
Do que sempre transbordava por mais que tentasse conter
E o testamento onde foi parar?
Ele deixou algo pra mim
Algo que você se negou a me dar
Algo que você decidiu que eu não merecia ganhar
Porque ele não ele sempre tão generoso
Me deu de presente sem nada pedir
A razão de viver
Permitiu sem ao menos me conhecer
Que o acompanhasse no caminho rumo a felicidade
Ele nunca me deixaria aquilo que você me enviou com desdém
Aquela dor que não pertencia a ele
Nem a mim e nem a você
Então de quem era?De onde você a tirou?
Não sei mas agora ela é minha
E será eternamente minha
Tudo que você permitiu que ele me deixasse
Foi a dor essa imensa dor
Será que de vez em quando
Nos seus momentos solitários se lembra dele
Se lembra dos sorrisos mais espontâneos que ele te arrancou
Dos abraços bem apertados que só ele sabia dar
Da emoção de vê lo pela primeira vez
E de todas as vezes que o seu coraçao disparou
Com um beijo que era só dele
Será que seu coração alguma vez disparou?
Será que em algum momento sentiu saudade dele?
Você me tirou a chance de me despedir
Como muitos falam dar o ultimo adeus
Como eu falaria dizer o adeus
Porque adeus e só um o único
O primeiro e o ultimo
Você me tirou a chance de ver seu ultimo sopro
Seu ultimo sopro de vida
E eu que sou como São Tomé
Fiquei aqui a desacreditar
Você me tirou a chance de me libertar
A libertação incontestável que só a morte traz
E agora me veio na mente uma pergunta
Daquelas que a gente tem até medo de perguntar
Mas em meio a tantas duvidas...
Será que algum dia você ao menos tentou salva lo?
"Mesmo que todos me digam que morreu e mesmo não o vendo mais em parte alguma ele estará sempre vivo e gozando de plena saúde dentro de mim como no dia em que ele nasceu...Sem nenhum corte sem nenhum cansaço sem nenhuma dor"
E me pergunto porque não me convidou
Mas a verdade é que não existe convite
Não pra essa ocasião
Convidar pra enterro é realmente não existe
Mas você podia ter dividido comigo
Me deixou aqui rezando pela recuperação
De quem já estava morto e enterrado
Quando estou só na escuridão do meu quarto
Fico a imaginar se alguma lágrima correu de seus olhos
Enquanto a terra cobria o melhor de nós o melhor de mim
Me pergunto se houveram flores e se você mesmo as colheu
Ou se aceitou a coroa impessoal da funerária
Fecho os olhos e tento reconstruir o momento
Fico vendo você se afastando
E voltando o rosto pra vê lo mais uma vez
Será que em algum instante houve arrependimento?
Será que pensou que eu devia estar ali?
Teria se descontrolado ao chegar em casa
Ao sentir a sua casa vazia o seu mundo vazio
Teria sentido o seu mundo vazio?
Ou sentiu alivio por se desfazer do excedente
Do que sempre transbordava por mais que tentasse conter
E o testamento onde foi parar?
Ele deixou algo pra mim
Algo que você se negou a me dar
Algo que você decidiu que eu não merecia ganhar
Porque ele não ele sempre tão generoso
Me deu de presente sem nada pedir
A razão de viver
Permitiu sem ao menos me conhecer
Que o acompanhasse no caminho rumo a felicidade
Ele nunca me deixaria aquilo que você me enviou com desdém
Aquela dor que não pertencia a ele
Nem a mim e nem a você
Então de quem era?De onde você a tirou?
Não sei mas agora ela é minha
E será eternamente minha
Tudo que você permitiu que ele me deixasse
Foi a dor essa imensa dor
Será que de vez em quando
Nos seus momentos solitários se lembra dele
Se lembra dos sorrisos mais espontâneos que ele te arrancou
Dos abraços bem apertados que só ele sabia dar
Da emoção de vê lo pela primeira vez
E de todas as vezes que o seu coraçao disparou
Com um beijo que era só dele
Será que seu coração alguma vez disparou?
Será que em algum momento sentiu saudade dele?
Você me tirou a chance de me despedir
Como muitos falam dar o ultimo adeus
Como eu falaria dizer o adeus
Porque adeus e só um o único
O primeiro e o ultimo
Você me tirou a chance de ver seu ultimo sopro
Seu ultimo sopro de vida
E eu que sou como São Tomé
Fiquei aqui a desacreditar
Você me tirou a chance de me libertar
A libertação incontestável que só a morte traz
E agora me veio na mente uma pergunta
Daquelas que a gente tem até medo de perguntar
Mas em meio a tantas duvidas...
Será que algum dia você ao menos tentou salva lo?
"Mesmo que todos me digam que morreu e mesmo não o vendo mais em parte alguma ele estará sempre vivo e gozando de plena saúde dentro de mim como no dia em que ele nasceu...Sem nenhum corte sem nenhum cansaço sem nenhuma dor"
sábado, setembro 23, 2006
SEM ESQUECER DAS FLORES
Eu nunca fui o tipo de pessoa que manda flores...Quer dizer eu nunca fui o tipo de homem que manda flores pois quando era menino sempre tinha uma flor na mão ao chegar em casa ou na escola e elas eram entregues a mamãe ou a professora.
Não me lembro do dia em que as flores desapareceram das minhas mãos e nem o motivo pelo qual isso se deu...Depois que cresci e comecei a trabalhar continuei a presentear as mulheres da minha vida comprei de tudo desde simples lembranças a extravagancias do universo feminino mas flores...Flores não...Nunca comprei nem mesmo uma rosa e não tinha me atentado a isso até que minha namorada se queixou com uma ponta de doçura e um lago de desilusão que levam a nós homens e mortais sermos capazes de qualquer desatino pra secar o lago e ficar só com a doçura...
E lá fui eu atrás de uma floricultura debaixo de uma forte chuva típica da primavera a me perguntar o porque de não ter gasto um centavo de todo o dinheiro que já recebi em um buquê de flores...Não sou aquele tipo materialista que acha desperdício de dinheiro comprar algo que morrera em alguns dias porque a beleza delas me encanta definitivamente me encanta e essa beleza é eterna...Mas então porque não consigo entrar e comprar um daqueles buquês...
Fiquei em frente a floricultura por mais de uma hora envolto ao meu drama todo pessoal e o vendedor veio ate mim com o intuito de me ajudar a escolher e eu fui logo contando o meu dilema ele me ouviu com toda a atenção e ao final estava sorrindo e eu comecei a me sentir um tolo...Percebendo a minha inquietação parou de sorrir e me olhou como se enxergasse a minha alma...Estava tão envolto em mim mesmo que só naquele momento olhei realmente o vendedor,um senhor de cabelos brancos que lhe dava um ar de dignidade sem soberba,ele me estendeu suas mãos e percebi que era mais que um vendedor era um floricultor e ainda enxergando minha alma disse:
-Eu também em toda a minha vida nunca gastei um centavo comprando flores as minhas primeiras mudas foram pegas secretamente de um jardim que me encantava...
-Você roubou?
-Não eu colhi...Existem alguns seres que não foram feitos para serem comprados e sim para serem colhidos...
-Como assim?
O senhor entrou e voltou com algumas mudas me entregou e continuou:
-Não faça perguntas isso é natureza nós não devemos interroga la somente aceitar
-Mas você esta falando de gente ou de flores?
-Há diferença?
Novamente os seus olhos enxergaram a minha alma percebeu o quanto ela se encontrava confusa e disse:
-Vá plante suas flores e deixe que do resto o universo se encarrega mas não esqueça que elas devem ser plantadas com amor pois se há amor até uma terra infértil floresce...
"Um vendedor de flores ensina aos seus filhos a escolher seus amores..." Ana Carolina
Não me lembro do dia em que as flores desapareceram das minhas mãos e nem o motivo pelo qual isso se deu...Depois que cresci e comecei a trabalhar continuei a presentear as mulheres da minha vida comprei de tudo desde simples lembranças a extravagancias do universo feminino mas flores...Flores não...Nunca comprei nem mesmo uma rosa e não tinha me atentado a isso até que minha namorada se queixou com uma ponta de doçura e um lago de desilusão que levam a nós homens e mortais sermos capazes de qualquer desatino pra secar o lago e ficar só com a doçura...
E lá fui eu atrás de uma floricultura debaixo de uma forte chuva típica da primavera a me perguntar o porque de não ter gasto um centavo de todo o dinheiro que já recebi em um buquê de flores...Não sou aquele tipo materialista que acha desperdício de dinheiro comprar algo que morrera em alguns dias porque a beleza delas me encanta definitivamente me encanta e essa beleza é eterna...Mas então porque não consigo entrar e comprar um daqueles buquês...
Fiquei em frente a floricultura por mais de uma hora envolto ao meu drama todo pessoal e o vendedor veio ate mim com o intuito de me ajudar a escolher e eu fui logo contando o meu dilema ele me ouviu com toda a atenção e ao final estava sorrindo e eu comecei a me sentir um tolo...Percebendo a minha inquietação parou de sorrir e me olhou como se enxergasse a minha alma...Estava tão envolto em mim mesmo que só naquele momento olhei realmente o vendedor,um senhor de cabelos brancos que lhe dava um ar de dignidade sem soberba,ele me estendeu suas mãos e percebi que era mais que um vendedor era um floricultor e ainda enxergando minha alma disse:
-Eu também em toda a minha vida nunca gastei um centavo comprando flores as minhas primeiras mudas foram pegas secretamente de um jardim que me encantava...
-Você roubou?
-Não eu colhi...Existem alguns seres que não foram feitos para serem comprados e sim para serem colhidos...
-Como assim?
O senhor entrou e voltou com algumas mudas me entregou e continuou:
-Não faça perguntas isso é natureza nós não devemos interroga la somente aceitar
-Mas você esta falando de gente ou de flores?
-Há diferença?
Novamente os seus olhos enxergaram a minha alma percebeu o quanto ela se encontrava confusa e disse:
-Vá plante suas flores e deixe que do resto o universo se encarrega mas não esqueça que elas devem ser plantadas com amor pois se há amor até uma terra infértil floresce...
"Um vendedor de flores ensina aos seus filhos a escolher seus amores..." Ana Carolina
quinta-feira, agosto 31, 2006
O QUE HÁ
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
quarta-feira, agosto 23, 2006
EU DEVIA

Eu devia fechar todas as portas pra você
Mas abro meu coração
Eu devia desacreditar das suas estorias
Mas não duvido das suas palavras
Eu devia te mandar cala a boca
Mas te ligo pra ouvir sua voz
Eu já devia estar rindo de tudo isso
Mas ainda estou aqui chorando
Eu devia parar de ouvir a nossa musica
Mas a ouço varias vezes ao dia
Eu devia desejar que você sumisse
Mas passo horas a fio olhando suas fotos
Eu devia dar a volta por cima
Mas estou parada esperando você
Eu devia te odiar por tudo que você me fez perder
Mas te amo por tudo que me deu
Eu devia desistir de você
Mas sonho com o nosso reencontro
Eu devia deixar o nosso amor passar com o tempo
Mas continuo eternizando o em palavras...
Outro lugar
Cê sabe que as canções são todas feitas pra você
E vivo porque acredito nesse nosso doido amor
Não vê que ta errado, tá errado me querer quando convém
E se eu não estou enganado acho que você me ama também
O dia amanheceu chovendo e a saudade me contem
O céu já tá estrelado e tá cansado de zelar pelo meu bem
Vem logo que esse trem já tá na hora, tá na hora de partir
E eu já to molhado, to molhado de esperar você aqui
Amor eu gosto tanto, eu amo, amo tanto o seu olhar
Andei por esse mundo louco, doido, solto com sede de amar
Igual a um beija-flor, que beija-flor,
De flor em flor eu quis beijar
Por isso não demora que a historia passa e pode me levar
E eu não quero ir, não posso ir pra lado algum
Enquanto não voltar
Não quero que isso aqui dentro de mim
Vá embora e tome outro lugar
Talvez a vida mude e nossa estrada pode se cruzar
Amor, meu grande amor, estou sentindo
Que esta chegando a hora de dormir
Elder Costa
domingo, agosto 20, 2006
CONTO DE FADAS MODERNO
Data:18/08/2006 Horario:07:20 Local: Copacabana
Ela entrando na estação do metro Ele saindo Ela querendo chegar em casa Ele querendo chegar na praia Ela muito cansada Ele cheio de disposição Ela saindo do trabalho Ele matando aula na faculdade Ela portando nas mãos um livro de poesias Ele portando uma prancha...Um esbarrão o livro cai e uma folha voa... Ele pega o livro e pedi desculpas pela folha Ela sorri mesmo irritada Ele elogia seu sorriso Ela sorri novamente menos irritada...Os olhares se cruzam Ela desvia Ele não Ela louca pra ir embora Ele sem nenhuma pressa Ela constrangida Ele a vontade Ela ameaça seguir seu caminho Ele a segura pela cintura Ela ama que a segurem pela cintura Ele sente que a contrariou retira a mão e a convida pra tomar algo Ela recusa Ele insiste Ela recusa novamente Ele insiste novamente e diz que não vai desistir Ela desiste...Eles vão andando até a praia e sentam num quiosque Ela pede Cola Cola Ele água de coco Ela diz que odeia água de coco Ele odeia Coca Cola mas prefere não dizer Ela conta que passou a noite inteira acordada trabalhando Ele diz que também passou a noite acordado numa boate Ela pergunta se ele trabalha Ele diz que não só estuda e pergunta se ela estuda Ela diz que não que só trabalha e sorri Ele elogia novamente seu sorriso Ela diz que ele é o contrario dela Ele diz que opostos se atraem amassa a lata de Coca Cola vazia e encaixa dentro do coco como que pra provar sua tese Ela sorri Ele a admira Ela abaixa a cabeça timidamente Ele diz que faz faculdade de Direito Ela diz que tudo que ela mais quer é ser advogada Ele diz que tudo que ele mais quer é desistir da faculdade Ela pergunta se ele gosta de ler Ele diz que nunca terminou de ler um livro na vida Ela diz que já perdeu as contas de quantos leu Ele pergunta se ela gosta de surfar Ela diz que tem hidrofobia Ele abaixa a cabeça desesperançoso de encontrar alguma afinidade Ela diz que ele tem diante dos olhos uma paisagem muito linda pra ficar olhando pro chão Ele levanta a cabeça e diz que ama a natureza Ela diz que tambem ama Ele pergunta se ela gosta de acampar Ela diz que não Ele perde as esperança de vez Ela diz que não pode dizer que sim porque nunca acampou mas morre de vontade Ele sorri que nem criança Ela diz que ele tem um sorriso lindo Ele agradece sem nenhuma timidez...Os olhares se cruzam novamente Ele se aproxima dela Ela continua parada Ele a beija Ela o beija...As diferenças agora não importam...
Ele diz que vai ensinar ela a nadar Ela promete se esforçar se ele le um livro indicado por ela Ele acha justo...Ela diz que tem que ir embora Ele diz que ainda é cedo Ela diz que precisa ir Ele lhe da o numero de seu telefone celular Ela da o numero de seu telefone residencial...Ele no caminho de volta ao metro para numa livraria e compra o livro que se despedaçou no esbarrão Ela procura a pagina que voou pra ler o que estava escrito Ele pega o livro da mão dela acha a pagina e arranca Ela tenta inutilmente impedi lo Ele amassa a folha sem ler,joga fora e diz apontando para os livros que agora eles tinham algo em comum Ela fica aborrecida pelo desperdicio Ele pergunta se ela quer reescrever essa pagina com ele Ela aceita num sorriso Ele a abraça e em seu ouvido pergunta se já disse que ela tem um sorriso lindo...
Eles se despedem Ela vai pra casa dormir Ele vai surfar Ela não consegue dormir Ele não consegue surfar Ela liga pro celular dele Ele liga pra casa dela...Ocupado... Será que um dia eles se esbarram novamente...
MÃO DO DESTINO
Vive em algum lugar
A pessoa mais linda
Que o mundo já revelou pra mim,
Ah, se vive, sei que vive...
Livre por aí
Seu olhar ilumina
E libertará meu desejo de amar,
Serei livre, eu serei livre...
E de fato era dessa forma que eu imaginava,
Ela andava livre pelas ruas,
E por ela a própria luz se iluminava.
Lembra um filme ou um livro que já li,
Frase que ouvi: sempre te amei, nunca te vi,
Sempre te amei, nunca te vi.
E eu sabia que ela também já me procurava...
Acho que vou tentar
Mais uma vez me aventurar,
Por tudo que o amor me dá,
Tantos motivos pra sonhar.
É brilho de estrela,
Eu não sei porque,
Mas seus olhos me trazem o mar.
É mão do destino,
Eu não sei porque,
Mas seus olhos me trazem o céu.
É brilho de estrela,
Eu não sei porque,
Mas seus olhos me trazem a paz.
É mão do destino,
Eu não sei porque,
Mas seus olhos me trazem mel.
Jorge Vercilo
Ela entrando na estação do metro Ele saindo Ela querendo chegar em casa Ele querendo chegar na praia Ela muito cansada Ele cheio de disposição Ela saindo do trabalho Ele matando aula na faculdade Ela portando nas mãos um livro de poesias Ele portando uma prancha...Um esbarrão o livro cai e uma folha voa... Ele pega o livro e pedi desculpas pela folha Ela sorri mesmo irritada Ele elogia seu sorriso Ela sorri novamente menos irritada...Os olhares se cruzam Ela desvia Ele não Ela louca pra ir embora Ele sem nenhuma pressa Ela constrangida Ele a vontade Ela ameaça seguir seu caminho Ele a segura pela cintura Ela ama que a segurem pela cintura Ele sente que a contrariou retira a mão e a convida pra tomar algo Ela recusa Ele insiste Ela recusa novamente Ele insiste novamente e diz que não vai desistir Ela desiste...Eles vão andando até a praia e sentam num quiosque Ela pede Cola Cola Ele água de coco Ela diz que odeia água de coco Ele odeia Coca Cola mas prefere não dizer Ela conta que passou a noite inteira acordada trabalhando Ele diz que também passou a noite acordado numa boate Ela pergunta se ele trabalha Ele diz que não só estuda e pergunta se ela estuda Ela diz que não que só trabalha e sorri Ele elogia novamente seu sorriso Ela diz que ele é o contrario dela Ele diz que opostos se atraem amassa a lata de Coca Cola vazia e encaixa dentro do coco como que pra provar sua tese Ela sorri Ele a admira Ela abaixa a cabeça timidamente Ele diz que faz faculdade de Direito Ela diz que tudo que ela mais quer é ser advogada Ele diz que tudo que ele mais quer é desistir da faculdade Ela pergunta se ele gosta de ler Ele diz que nunca terminou de ler um livro na vida Ela diz que já perdeu as contas de quantos leu Ele pergunta se ela gosta de surfar Ela diz que tem hidrofobia Ele abaixa a cabeça desesperançoso de encontrar alguma afinidade Ela diz que ele tem diante dos olhos uma paisagem muito linda pra ficar olhando pro chão Ele levanta a cabeça e diz que ama a natureza Ela diz que tambem ama Ele pergunta se ela gosta de acampar Ela diz que não Ele perde as esperança de vez Ela diz que não pode dizer que sim porque nunca acampou mas morre de vontade Ele sorri que nem criança Ela diz que ele tem um sorriso lindo Ele agradece sem nenhuma timidez...Os olhares se cruzam novamente Ele se aproxima dela Ela continua parada Ele a beija Ela o beija...As diferenças agora não importam...
Ele diz que vai ensinar ela a nadar Ela promete se esforçar se ele le um livro indicado por ela Ele acha justo...Ela diz que tem que ir embora Ele diz que ainda é cedo Ela diz que precisa ir Ele lhe da o numero de seu telefone celular Ela da o numero de seu telefone residencial...Ele no caminho de volta ao metro para numa livraria e compra o livro que se despedaçou no esbarrão Ela procura a pagina que voou pra ler o que estava escrito Ele pega o livro da mão dela acha a pagina e arranca Ela tenta inutilmente impedi lo Ele amassa a folha sem ler,joga fora e diz apontando para os livros que agora eles tinham algo em comum Ela fica aborrecida pelo desperdicio Ele pergunta se ela quer reescrever essa pagina com ele Ela aceita num sorriso Ele a abraça e em seu ouvido pergunta se já disse que ela tem um sorriso lindo...
Eles se despedem Ela vai pra casa dormir Ele vai surfar Ela não consegue dormir Ele não consegue surfar Ela liga pro celular dele Ele liga pra casa dela...Ocupado... Será que um dia eles se esbarram novamente...
MÃO DO DESTINO
Vive em algum lugar
A pessoa mais linda
Que o mundo já revelou pra mim,
Ah, se vive, sei que vive...
Livre por aí
Seu olhar ilumina
E libertará meu desejo de amar,
Serei livre, eu serei livre...
E de fato era dessa forma que eu imaginava,
Ela andava livre pelas ruas,
E por ela a própria luz se iluminava.
Lembra um filme ou um livro que já li,
Frase que ouvi: sempre te amei, nunca te vi,
Sempre te amei, nunca te vi.
E eu sabia que ela também já me procurava...
Acho que vou tentar
Mais uma vez me aventurar,
Por tudo que o amor me dá,
Tantos motivos pra sonhar.
É brilho de estrela,
Eu não sei porque,
Mas seus olhos me trazem o mar.
É mão do destino,
Eu não sei porque,
Mas seus olhos me trazem o céu.
É brilho de estrela,
Eu não sei porque,
Mas seus olhos me trazem a paz.
É mão do destino,
Eu não sei porque,
Mas seus olhos me trazem mel.
Jorge Vercilo
quinta-feira, agosto 10, 2006
ONE LAST CRY
My shattered dreams and broken heart
Are mending on the shelf I saw you holding hands
Standing close to someone else
Now I sit all alone
Wishing all my feeling was gone I gave my best to you
Nothing for me to do
But have one last cry
One last cry
Before I leave it all behind I've gotta put you out of my mind this time
Stop living a lie I guess I'm down to my last cry I was here you were there
Guess we never could agree
While the sun shines on you I need some love to rain on me
Still I sit all alone
Wishing all my feeling was gone
Gotta get over you Nothing for me to do
But have one last cry
One last cry
Before I leave it all behind I've gotta put you out of my mind this time
Stop living a lie I know I’ve gotta be strong
‘Cause ‘round me life goes on and on and on and on
But have one last cry
One last cry
Before I leave it all behind I've gotta put you out of my mind for the very last time
Been living a lie I guess I'm down I guess I'm down I guess I'm down To my last cry
TRADUÇÃO
Um último choro
Meus sonhos destruídos e coração partido
Estão se recuperando
Eu te vi, de mãos dadas, de pé
Perto de outro alguém
Ainda estou sentado sozinho
Desejando o desaparecimento de meus sentimentos
Eu dei o meu melhor para você
Não há nada melhor a fazer
A não ser chorar pela última vez
Um último choro
Antes de deixar tudo para trás
Vou expulsá-lo de minha mente
Dessa vez, acredite que eu...
Eu acho que terei um último choro
Eu estava aqui, você estava lá
Acho que nunca concordamos
Enquanto o sol brilhava em você
Eu preciso que o amor me espere
Ainda estou sentado, sozinho
Desejando o desaparecimento de meus sentimentos
Tenho que superá-la (tenho que superá-la)
Não há nada para mim
A não ser chorar pela última vez
Um último choro
Antes de deixar tudo para trás
Vou expulsá-lo de minha mente
Dessa vez, acredite que eu...
Eu sei que preciso ser forte
Porque minha vida toda continua
Vou secar os olhos
Logo depois de chorar pela última vez
Um último choro
Antes de deixar tudo para trás
Vou expulsá-lo de minha mente
Dessa vez, acredite que eu...
Acho que terei, acho que terei
Acho que terei um último choro
Composição: Brian McNight, Brandon Barnes e Melanie Barnes
Um ultimo choro por um ultimo amor
Ou quem sabe não será um ultimo amor
Mas também não será o ultimo choro
Será que o amor compensa as lagrimas
Não seria melhor evitar chorar
Não seria melhor evitar amar...
Are mending on the shelf I saw you holding hands
Standing close to someone else
Now I sit all alone
Wishing all my feeling was gone I gave my best to you
Nothing for me to do
But have one last cry
One last cry
Before I leave it all behind I've gotta put you out of my mind this time
Stop living a lie I guess I'm down to my last cry I was here you were there
Guess we never could agree
While the sun shines on you I need some love to rain on me
Still I sit all alone
Wishing all my feeling was gone
Gotta get over you Nothing for me to do
But have one last cry
One last cry
Before I leave it all behind I've gotta put you out of my mind this time
Stop living a lie I know I’ve gotta be strong
‘Cause ‘round me life goes on and on and on and on
But have one last cry
One last cry
Before I leave it all behind I've gotta put you out of my mind for the very last time
Been living a lie I guess I'm down I guess I'm down I guess I'm down To my last cry
TRADUÇÃO
Um último choro
Meus sonhos destruídos e coração partido
Estão se recuperando
Eu te vi, de mãos dadas, de pé
Perto de outro alguém
Ainda estou sentado sozinho
Desejando o desaparecimento de meus sentimentos
Eu dei o meu melhor para você
Não há nada melhor a fazer
A não ser chorar pela última vez
Um último choro
Antes de deixar tudo para trás
Vou expulsá-lo de minha mente
Dessa vez, acredite que eu...
Eu acho que terei um último choro
Eu estava aqui, você estava lá
Acho que nunca concordamos
Enquanto o sol brilhava em você
Eu preciso que o amor me espere
Ainda estou sentado, sozinho
Desejando o desaparecimento de meus sentimentos
Tenho que superá-la (tenho que superá-la)
Não há nada para mim
A não ser chorar pela última vez
Um último choro
Antes de deixar tudo para trás
Vou expulsá-lo de minha mente
Dessa vez, acredite que eu...
Eu sei que preciso ser forte
Porque minha vida toda continua
Vou secar os olhos
Logo depois de chorar pela última vez
Um último choro
Antes de deixar tudo para trás
Vou expulsá-lo de minha mente
Dessa vez, acredite que eu...
Acho que terei, acho que terei
Acho que terei um último choro
Composição: Brian McNight, Brandon Barnes e Melanie Barnes
Um ultimo choro por um ultimo amor
Ou quem sabe não será um ultimo amor
Mas também não será o ultimo choro
Será que o amor compensa as lagrimas
Não seria melhor evitar chorar
Não seria melhor evitar amar...
sexta-feira, agosto 04, 2006
QUEM É ELA?

Ela é aquela
Aquela que não dá pra ficar com raiva
Que me mata de saudades
E nem percebe
Ela é a do telefone ocupado
A tal super solicitada
Que nunca entende o que eu digo
Mas sempre entende o que eu não digo
A que não chora na frente das pessoas
Mas é sensível por dentro e por fora
Aquela que não é preciso lente
Dá pra ver a olho nu de tão transparente
Aquela do melhor minuto,da melhor hora
Do melhor dia,da melhor semana
Do melhor mês e do melhor ano
Aquela que eu conheço como a palma da minha mão
Mas que ainda me surpreende com um tapa ou um carinho
A que me chama de "chata" a todo momento
É a mesma que me diz "eu te amo" também a todo momento
A que eu queria ter só pra mim
Mas tenho que dividir com o mundo
É a tal das obsessões
Companheira da novela e do pedalinho
Ela é a implicante que não me empresta o travesseiro
Ela é a que me empresta o casaco e fica com frio
Que me da a sombrinha e vai na chuva
Ela é a que sempre me espera
E a que pede desculpa quando se atrasa
Ela não mora na minha casa
Não trabalha comigo
Não lê meus livros
Nem ao menos compartilha dos meus planos
Mas sem ela o meu mundo não seria completo
Ou melhor eu não seria completa...
E aí adivinhou quem é ela?
quarta-feira, agosto 02, 2006
QUANDO A GENTE AMA
Quem vai dizer ao coração,
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar
Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar
Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar
Quando a gente ama,
Simplesmente ama
É impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!
Oswaldo Montenegro
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar
Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar
Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar
Quando a gente ama,
Simplesmente ama
É impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!
Oswaldo Montenegro
terça-feira, agosto 01, 2006
TEU RISO
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Pablo Neruda
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Pablo Neruda
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